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História do Kung Fu

Sistema de luta desenvolvida na China, surgiu na observação dos animais, porém, niguém sabe ao certo quando surgiu. Embora com mais de 2.000 anos, a verdade contida na arte continua nova pois adapta-se de tempos em tempos como arte tradicional. A história do Kung Fu é tão cheia de lendas e ciladas, que tornam qualquer tentativa séria de transmitir uma história compreensiva e puramente factual quase impossível. A principal razão para isto, é que a história de uma pessoa é a lenda de outra. Há pouca prova documentada para sustentar qualquer história de Kung Fu, já que a maioria das histórias passam de pai para filho, oralmente, sem qualquer documentação escrita que o comprove.

 

Dos Primórdios ate o Templo Shao-lin

 Os primeiros registros fiéis de Kung Fu foram encontrados em ossos e cascos de tartarugas da dinastia Shang (1766-1122 a.C.), embora acredita-se que o Kung Fu se desenvolveu muito antes disso. Machados de pedra, facas e flechas foram desenterrados na China em recentes escavações. Na verdade, Huang-Ti, o terceiro dos Três Imperadores de Outono (alguns o consideram o primeiro imperador da China) usava espadas de cobre para o combate. Ch’uan fa, ou estilo do punho, como era chamado o Kung Fu no começo, tornou-se muito popular quando os guerreiros de Chou da China Ocidental, utilizando uma sequência de movimentos imitando animais, derrotaram o monarca da dinastia Shang em 1122 a.C. Durante o período Chou, uma espécie de luta chamada jiaoli foi listada como um esporte militar juntamente com arco e flecha e corrida de carruagens. O período de 770-481 a.C. foi chamado de Era da Primavera e do Outono, durante esta época, o Kung Fu foi chamado de ch’uan yung e a arte começou a florescer ate chegar no Templo Shao-lin.

 

Templo  Shao-lin a atualidade

O estilo Shaolin de Kung Fu começou sua segunda transição durante a dinastia Yuan (1206-1333 d.C.) quando um monge chamado Chueh Yuan (também chamado Hung Yun Szu) aperfeiçoou o sistema para reunir 72 formas ou técnicas. Mais tarde, os 72 movimentos foram estudados por Pai Yu-feng e Li Cheng da província Shansi. Além dos métodos de Chueh Yuan, eles também estudaram as 18 mãos de lohan de Bodhidharma e fundiram os métodos para inventar 170 técnicas. Estes 170 métodos formaram a base do atual estilo Shaolin, um estilo que é muito complexo em seus métodos e diversificação. Pai Yu-feng ensinou que um homem tem cinco príncipios: força, ossos, espírito, tendões e ch’i (energia interior). Seus 170 métodos continham a essência de cinco animais. Eram eles a serpente (she), o leopardo (pao), a garça (hao), o dragão (long) e o tigre (hu). O tigre ensinou o método de força dos ossos; o dragão desenvolveu grande força do espírito; a garça ensinou o treinamento dos tendões; o estilo do leopardo representou extrema força e a serpente instruiu na capacidade de fluir o ch’i. O sistema Shaolin desmembrou-se em cinco estilos distintos. Isto porque haviam cinco templos Shaolin em vários distritos. O sistema original veio da província de Honan. Os outros sistemas foram chamados de acordo com as províncias em que se situavam os templos: O-mei, Wu-tang, Fukien e Kwang-tung. No sul (Cantão), as cinco variedades de Kung Fu Shaolin desenvolveram-se em sistemas específicos de cada região.

O mais fascinante aspecto dos 170 métodos de Pai é seu fundamento nos movimentos dos animais, a saber o tigre, o dragão, a garça, o leopardo e a serpente

A garça (hao) é um estilo baseado em métodos e técnicas para fortalecer os tendões. Ele enfatiza o equilíbrio, o trabalho dos pés complexo e rápido e um único movimento do punho chamado o bico da garça, no qual todos os dedos se unem na ponta para aplicar ações de bicar. A marca registrada do estilo garça é sua postura de uma perna e um punho muito alongado (chang ch’uan). 

O leopardo (pao) desenvolve poder, velocidade e força, especialmente na parte inferior do corpo. O método do leopardo exibe golpes penetrantes e rápidos e uma atitude mental feroz.

A serpente (she) é talvez o aspecto mais interpretado dos cinco animais (wu-chia ch’uan), já que desenvolve a misteriosa energia intrínseca chamada ch’i. O estilo em si realça a elasticidade dos tendões e ligamentos, flexibilidade, movimentos diagonais defensivos e ofensivos e ataques velozes com os dedos.

 O dragão (long kuen), um animal místico do folclore chinês, desenvolve autoconfiança. Com movimentos técnicos, são aplicados com fortes torções do corpo (como a torção e sacudidela violenta do corpo e do rabo do dragão). O estilo do dragão também usa uma postura baixa e potente do cavaleiro e desenvolve um espírito forte, por meio da graça e flexibilidade. Muitos sistemas completos de Kung Fu se originaram dos movimentos do dragão. A maioria se destaca por seus movimentos fluentes, técnicas de mãos abundantes (umas 12 danças do punho ou kuen), chutes fortes e rápidos, uma variedade de movimentos circulares de perna e umas 28 séries de armas.

O tigre (hu) desenvolve força por meio do uso de tensão dinâmica e usa esta força para resgatar poderosas técnicas de mão de posturas muito baixas. A técnica de mão básica que distingue este estilo dos outros é a garra do tigre. O estilo do tigre geralmente investe para cima. (Existem, contudo, exceções onde o estilo do tigre investe para fora horizontalmente).

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